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Catarina Furtado, em Bangladesh, desabafa: “É absolutamente revoltante”

Catarina Furtado encontra-se em Bangladesh num ampo de refugiados, a gravar o programa “Príncipes do Nada” da RTP1. Partilhou ainda no seu instagram um texto onde se refere à desigualdade do género.

“O que tenho na mão? Um penso higiénico. De pano. Reutilizável. Faz parte do kit de DIGNIDADE que o UNFPA (o organismo da ONUdo qual sou Embaixadora de Boa Vontade) distribui pelas mulheres em situações de emergência como é o caso dos campos de refugiados!”, começa por escrever.

É absolutamente REVOLTANTE saber que a menstruação afasta milhares de meninas da escola! Aqui, no campo de Kutupalong estava a entrevistar uma rapariga de 18 anos que me disse que desde que lhe apareceu o período, aos 13 anos, deixou de poder estudar (e queria tanto!). Ficam fechadas em casa todos os meses durante aqueles dias”, continua a apresentadora.

“Quando se fala em investimento na saúde sexual e reprodutiva, na saúde materna, fala-se de tudo o que envolve o corpo da mulher e os seus direitos”, acrescenta, afirmando: “Não há direito”.

 

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O que tenho na mão? Um penso higiénico. De pano. Reutilizável. Faz parte do kit de DIGNIDADE que o @unfpa ( o organismo da ONU do qual sou Embaixadora de Boa Vontade ) distribui pelas mulheres em situações de emergência como é o caso dos campos de refugiados! Dentro do útil balde, existem outros utensílios para a higiene pessoal, como por exemplo um sabonete. É absolutamente REVOLTANTE saber que a menstruação afasta milhares de meninas da escola! Aqui, no campo de Kutupalong estava a entrevistar uma rapariga de 18 anos que me disse que desde que lhe apareceu o período, aos 13 anos, deixou de poder estudar ( e queria tanto!!). Ficam fechadas em casa todos os meses durante aqueles dias. Como eu gostaria que todas as meninas adolescentes e mulheres pudessem ter acesso a pensos higiénicos! Seria pedir muito? Quem se lembra deste “pormenor” que contribui mais uma vez para o grande fosso da desigualdade de género, esquecendo as necessidades das mulheres, deixando-as para trás? Esquecidas. Quando se fala em investimento na saúde sexual e reprodutiva, na saúde materna, fala-se de tudo o que envolve o corpo da mulher e os seus direitos. Obrigada ao @unfpa_bangladesh sobretudo porque sei que é difícil convencer os financiadores a investir nestas áreas:( porque aparentemente são “menos sedutoras”. Quem me estiver a ler e for mulher, imagina o que é estar nesta situação? E quem for homem e me estiver a ler, imagina as mulheres da sua vida a estarem nesta situação? Nós somos os outr@s! Não há direito!!! @unfpa @principesdonada @rtppt #principesdonada #refugee #minhamissaodevida #embaixadoradeboavontadedounfpa 📷: Ricardo Freitas

Uma publicação compartilhada por Catarina Furtado (@catarinafurtadooficial) em

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